Armies of Liberation

Jane Novak's blog about Yemen

“The Heroine of Yemen” (President Saleh’s Nightmare): Unica, Portugal

Filed under: Yemen, mentions — by Jane Novak at 9:51 am on Wednesday, June 4, 2008

oh, Stupendous article in Unica, the magazine of Expresso the largest newspaper in Portugal, published June 7. It says Yemen has been a dictarship for 27 years in the hands of President Saleh and his family. And half the Yemeni kids are malnourished. These are important facts for the Portugese people and the rest of Europe to keep in mind. This is the google translation:

The heroine of Yemen

An American housewife, mother of two children, became a star in Middle East from her living room in New Jersey. Without ever going to Yemen, Jane Novak’s articles are shaking the regime.

The double life of Jane Novak plays in absolute extremes. When leaving the street in her neighborhood in New Jersey in the United States to go to shopping, no one will recognize her. If anything is, for the neighbours, Mrs Novak. Some possibly know that she is an owner of home of 46 years who decided to drop a career as a commercial manager to take care of two children, with whom she has an apparently tranquil routine.

But thousands of miles away in a land where ever was, all readers of newspapers know who is Jane. In Yemen, Jane has become a nightmare for the regime, going to be very present in national life that people have to deal only by name.

Her articles are held for President Ali Abdullah Saleh and to the relatives who were with him in administering the country under a dictatorship camouflaged there for 27 years: the brother Ali Saleh Al-Ahmar, commander of the air force, the half-brother Ali Mohsin Al – Ahmar, commander of the northern region; his son Ahmad, commander of special forces and Republican Guard, the nephew Tariq, commander of the central security, the brother of Tariq, commander of national security. The list of relatives in key posts is long and goes far beyond the military sphere.

Jane is not afraid to write unequivocally against clan Saleh in her blog (www.armiesofliberation.com). For now, because it will never be caught in the comfort of their home in New Jersey. The independent newspapers and opposition in Yemen know that, republicando the articles it without restrictions. A blonde woman and American is able to say a few truths that can be difficult to hear and an uncomfortable experience for those who are in power in an Arab country, closed and conservative, facing a war in the north, a civil uprising in the south and a widespread poverty, with half of the malnourished children.

Q. SAKAMAKI / REDUX

How do you Novak of New Jersey describe the making of the Yemen Jane? At first, things seemed a little naive, decided to warm. The September 11, 2001, terrorist attack on the Twin Towers of New York killed 3,500 people in the heart of the city and put the Americans in shock. ‘It was a very tragic event for me’, to Mrs Novak to ‘Express’, from her home. ‘It was even worse than the death of my mother. I thought it would be a good idea to start writing in English newspapers in the Middle East.” She then launched her blog, while the initial contacts made with some publications. “There are people who think that the name ‘Armies of Liberation’ is a tribute to American soldiers, but nothing was planned. Just follow your heart. ”

Lost discreetly in the Arabian Peninsula, just below Saudi Arabia, Yemen appeared to her on the way by chance. In 2004, the blogger discovered the case of Abdul Karim al-Khaiwani, a journalist arrested in Sana, the capital. “There were journalists who were beaten for writing in their own country about what was happening. For me, freedom of expression is always right. It is a simple principle on which I felt it could put all my effort. ”

The stock gained upward of Jane. She wrote five articles on al-Khaiwani and an end of the texts published in the independent press in Yemen. Thankful, the journalist sent her a letter from prison in January 2005. “It was a very beautiful letter and I decided at that time to organize a petition on my blog to ask for his release.”

The owner of house in New Jersey saltava of eight in the eighties. I (previously) had nothing in the curriculum that had to do with politics or the protection of human rights and, suddenly, was to redeem itself the freedom of an Arab in a distant country.

Al-Khaiwani left the prison, but was kidnapped soon after. Partiram it with the fingers and told him that the cut was re-write. Three years later, the threat took other proportions: is at risk of being sentenced to death, accused of trying to overthrow the government with the publication of an article. And Jane has another petition to circulate.

The Yemen quickly became the single topic of discussion of the Armies of Liberation. “As I was watching the increasingly injustices in the country, I was getting zangada and this made me work harder still ‘justified. “I never went to Yemen, but I read everything that is published daily in the last four years. And I speak with many people from there. ”

The children of Mrs Novak, a girl under 12 years and a boy of eight, shared with her the sorrows and joys of her work as a spontaneous activist. ‘Sometimes I read them the letters I get. My children know that al-Khaiwani is my friend and that I will fight for him until the end.” Gradually, the aura conquered in the Middle East arrived in New Jersey. ‘Asked for my daughter to school on a text that someone she admires and she wrote five pages about me.” Basically, to say the same as the Yemenis – that Jane is also the heroine it.

In Portugese:

A vida dupla de Jane Novak toca em extremos absolutos. Sempre que sai à rua no seu bairro em Nova Jérsia, nos Estados Unidos, para ir às compras, ninguém a reconhece. Quando muito é, para os vizinhos, a senhora Novak. Alguns saberão eventualmente que ela é uma dona de casa de 46 anos que decidiu largar uma carreira como gestora comercial para cuidar dos dois filhos, com quem tem uma rotina aparentemente tranquila.

Mas, a milhares de quilómetros de distância, numa terra onde nunca foi, todos os leitores de jornais sabem quem é Jane. No Iémene, Jane tornou-se um pesadelo para o regime, passando a estar tão presente na vida nacional que as pessoas já a tratam apenas pelo nome próprio. Os seus artigos são demolidores para o Presidente Ali Abdullah Saleh e para os familiares que, com ele, gerem o país numa ditadura camuflada há 27 anos: o irmão Ali Saleh Al-Ahmar, comandante da força aérea; o meio-irmão Ali Mohsin Al-Ahmar, comandante da região norte; o filho Ahmad, comandante das forças especiais e da guarda republicana; o sobrinho Tariq, comandante da segurança central; o irmão de Tariq, comandante da segurança nacional. A lista de parentes em lugares-chave é longa e vai muito além da esfera militar.

Jane não tem medo de escrever sem rodeios contra o clã Saleh no seu blogue (www.armiesofliberation.com). Para já, porque nunca será apanhada no conforto da sua casa de Nova Jérsia. Os jornais independentes e da oposição no Iémene sabem disso, republicando os artigos dela sem restrições. Uma mulher loira e americana capaz de dizer umas verdades difíceis de ouvir pode ser uma experiência desconfortável para quem está no poder num país árabe, fechado e conservador, a braços com uma guerra no Norte, uma sublevação civil no Sul e uma pobreza generalizada, com metade das crianças subnutridas.

Q. SAKAMAKI/ REDUX

O Iémene é do Presidente: o irmão chefia a força aérea, os sobrinhos comandam a segurança nacional e o filho as forças especiais

Como é que a senhora Novak de Nova Jérsia se veio a tornar a Jane do Iémene? A princípio, a coisa parecia um pouco ingénua, decidida a quente. A 11 de Setembro de 2001, o ataque terrorista às Torres Gémeas de Nova Iorque matava 3500 pessoas no coração da cidade e punha os americanos em estado de choque. «Foi um acontecimento muito dramático para mim», conta a senhora Novak ao «Expresso», a partir de sua casa. «Foi ainda pior do que a morte da minha mãe. Literalmente. Pensei que seria uma boa ideia começar a escrever nos jornais em inglês do Médio Oriente.» E então lançou o seu blogue, ao mesmo tempo que fazia os primeiros contactos com algumas publicações. «Há pessoas que pensam que o nome ‘Armies of Liberation’ é um tributo aos soldados americanos, mas nada foi planeado. Apenas segui o coração.»

Perdido discretamente na Península da Arábia, logo abaixo da Arábia Saudita, o Iémene apareceu-lhe no caminho por acaso. Em 2004, a bloguista descobriu o caso de Abdul Karim al-Khaiwani, um jornalista preso em Sana, a capital. «Havia jornalistas que eram agredidos por escreverem no seu próprio país sobre o que se passava. Para mim, a liberdade de expressão tem sempre razão. É um princípio simples sobre o qual senti que podia pôr todo o meu esforço.»

O ascendente de Jane ganhou balanço. Escreveu cinco artigos sobre al-Khaiwani e um dos textos acabaria publicado na imprensa independente do Iémene. Agradecido, o jornalista enviou-lhe uma carta da prisão em Janeiro de 2005. «Era uma carta muito bonita e decidi, nesse momento, organizar uma petição no meu blogue a pedir a sua libertação.»

Acusado de tentar derrubar o governo com a publicação de um artigo, o jornalista Al-Khaiwani poderá ser condenado à morte

A dona de casa de Nova Jérsia saltava do oito para o oitenta. Não tinha nada no currículo que tivesse a ver com política ou a defesa dos direitos humanos e, de repente, estava a resgatar sozinha a liberdade de um árabe num país longínquo.

Al-Khaiwani saiu da cadeia, mas foi raptado logo a seguir. Partiram-lhe os dedos e disseram-lhe que os cortavam se voltasse a escrever. Três anos mais tarde, a ameaça assumiu outras proporções: está em risco de ser condenado à morte, acusado de tentar derrubar o governo com a publicação de um artigo seu. E Jane tem outra petição a circular.

O Iémene tornou-se rapidamente o único assunto de discussão do «Armies of Liberation». «Como fui assistindo a cada vez mais injustiças no país, fui ficando mais zangada e isso fez-me trabalhar mais ainda», justifica. «Eu nunca fui ao Iémene, mas leio tudo o que é publicado diariamente nos últimos quatro anos. E falo com muita gente de lá.»

Os filhos da senhora Novak, uma miúda com 12 anos e um miúdo de oito, partilham com ela as tristezas e alegrias do seu trabalho espontâneo como activista. «Às vezes leio-lhes as cartas que recebo. Os meus filhos sabem que al-Khaiwani é meu amigo e que vou lutar por ele até ao fim.» Aos poucos, a aura conquistada no Médio Oriente chegou a Nova Jérsia. «Pediram à minha filha para fazer um texto na escola sobre alguém que admirasse e ela escreveu cinco páginas sobre mim.» No fundo, para dizer o mesmo que os iemenitas – que Jane também é a heroína dela.

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